Conversa
com a sociedade
Você já ficou um dia sem
ler jornal, folhear uma revista, assistir um telejornal
ou ouvir um noticiário por uma rádio?
Não. Isso não iria fazer de você
uma pessoa alienada por um dia. Até por que
mesmo que fizesse tudo isso, provavelmente quando
você chegasse ao trabalho, alguém comentaria
se tivesse acontecido algo relevante, pelo bem ou
pelo mal que representasse. Ou se você usa transporte
coletivo, teria ouvido muitas coisas sobre o que está
acontecendo. É praticamente impossível
não saber o que está acontecendo. Se
você não souber, alguém te contará.
E, para algumas pessoas, ficar sem saber das últimas
novidades, gera certo mal estar. Uma sensação
de inadequação. E até causa surpresa
que faz com que os “antenados” perguntem:
“mas, onde você estava?” ou ‘brincadeirinhas’
do tipo: “alô, Marte chamando!”.
Saber tudo que acontece em todo e qualquer lugar,
menos consigo mesmo ou com quem é próximo
a você, parecesse ser um esporte bastante popular
hoje em dia.
E nesse mundo, pessoas como seu pai, sua mãe,
seus filhos, sua esposa, seu marido, seus amigos,
passam despercebidos com tremenda facilidade. Eles
não são ninguém diante do mundo
em que você vive, não é mesmo?
Quem sabe na hora que você tiver passando por
uma dificuldade qualquer, ou as frustrações
tomarem uma dimensão que não dá
mais para suportar, eles não façam falta!
Afinal, se você tem o mundo inteiro para te
ajudar, por que se preocupar com alguém tão...
próximo?
É mais fácil darmos importância
a coisas e pessoas com as quais não precisamos
nos comprometer. Elas não exigem de nós
compromisso. As conversas podem passear pelas futilidades.
Não precisa haver interesse verdadeiro. E pouca
coisa também ficará.
E assim se reforça a sensação
da solidão no meio da multidão. De ruas
e estradas com trânsito parado, por causa do
excesso de carros onde “só há
espaço” para uma pessoa em cada. Pelos
transportes coletivos superlotados de pessoas, que
só estão próximas fisicamente,
pois não há outra opção.
Por que isso acontece? Por que é mais fácil
se preocupar com o que acontece do outro lado do mundo,
do que com aquilo que acontece com as pessoas que
estão próximas a nós. Essas demandam
uma resposta, uma ação. Comprometimento.
Não apenas uma preocupação intelectual
do tipo “salvem as baleias” ou “salvem
os ursinhos Coalas”.
Também é mais fácil manter um
relacionamento pela Internet. Você pode usar
a foto que quiser. Até uma que não é
a sua. Mas, também jamais partirá para
um encontro pessoal com essa pessoa.
Falsas preocupações. Falsos relacionamentos.
Falsos comprometimentos. Pode-se viver assim por um
tempo. Uma frase atribuída a Abraão
Lincoln diz que “Você pode enganar pessoas
todo o tempo. Você pode também enganar
todas as pessoas algum tempo. Mas você não
pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.
Ser autêntico. Manter bons relacionamentos com
aqueles que estão perto de você, e quando
possível, com os que estiverem longe também,
ajudam a viver bem. Esse foi um grande exemplo de
Jesus: andava no meio da n]multidão, mas sabia
quando alguém tocava nele com fé, amor
e sinceridade.
Faça
isso e seja feliz!
Alberto
Stassen |